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Estratégias de suplementação na seca

Cerca de 80 produtores participaram do 1º Encontro de Pecuaristas de Pires do Rio e região, que abordou estratégias de suplementação em confinamento e semiconfinamento
 
Cerca de 80 pecuaristas da região de Pires do Rio participaram do Primeiro Encontro de Pecuaristas em Pires do Rio, realizada no Espaço Maçônico, no dia 4 de junho, sobre confinamento, semiconfinamento e estratégias de suplementação no período da seca, ministrada pelo consultor técnico das Rações COMIGO, Breno Barbosa Vaz, e pelo médico veterinário da Byogênesis Bagó, João Paulo Lolato. O evento foi organizado pelas lojas revendedoras das Rações COMIGO, em Pires do Rio, Payol Agropecuária e Nova Agro Rebanho. 

De acordo com Breno Vaz, é fundamental que o produtor rural trace e escolha de forma assertiva estratégias para suplementar o seu rebanho neste período de baixa oferta de alimentos. “Nesta época do ano, de seca, a disponibilidade de alimento diminui e se o produtor não fizer uma suplementação adequada o animal poderá perder em produtividade”, alertou Breno.

Segundo ele, principalmente em anos como este, em que o preço da reposição está alto, a estratégia deverá ser estudada de forma minuciosa, já que as margens de lucro podem ser ainda mais baixas reduzindo a possibilidade para erros. 
“A estratégia econômica neste caso só poderá ser salva pela escolha certa da estratégia técnica. O bezerro com ágio elevado é o futuro boi gordo de amanhã. Suplementos não definem estratégias, mas estratégias definem suplementos”, explicou.

ESTRATÉGIAS

Entre as estratégias apresentadas durante o encontro, Breno citou o uso da suplementação de linha branca mineralizada, conhecida também como sal mineral, estratégia que, apesar de não evitar a perda de peso, tem a característica de minimizar essa perda durante o período da seca.

A segunda estratégia apresentada foi a linha mineral ureada, que possibilita uma melhor digestibilidade de fibras de menor qualidade ou seca evitando que o animal perca peso.  A terceira foi o uso de suplemento proteico (1g/kg PV), que é um suplemento que também vai ureia e possibilita ganhos, mesmo que pequenos, durante o período seco. 

Por fim, ele mostrou o melhor cenário com o uso de suplementação com proteico-energéticos (3g/kg PV), situação em que o animal consegue um incremento maior de ganho comparado às estratégias anteriores.  
“Com o uso de um proteico-energético o produtor tem maior desembolso por animal no período, porém terá maior ganho de peso, sobretudo no rendimento de carcaça que é o que, de fato, se converte em lucro para o produtor. Assim, o animal vai encerrar o período da recria bem mais preparado para entrar na fase da engorda”, explicou.

Segundo ele, é altamente recomendável que o produtor avalie o uso das linhas de suplementação de bovinos proteico-energéticos. “A COMIGO disponibiliza uma ampla linha de proteico-energéticos que poderá maximizar o resultado na recria. É importante que o pecuarista converse com o técnico para avaliar a melhor opção para o seu caso. Apesar de o proteico-energético ser considerado a melhor estratégia para ganho de peso, é preciso avaliar as condições de cada propriedade para a implementação desta tecnologia. Dependendo das condições, as outras estratégias podem ser mais viáveis. Isto quer dizer que cada caso é um caso, cada propriedade apresenta uma realidade diferente. Não dá para a gente pensar em uma receita de bolo que se aplica para todo pecuarista”, finalizou.

O veterinário João Paulo Lolato falou sobre os principais cuidados que o pecuarista precisa avaliar quando for trabalhar com os animais confinados. Ele citou as principais doenças respiratórias, como a pneumonia, que são as principais responsáveis por perdas neste tipo de sistema. (Fonte: Por Samir Machado - Ascom COMIGO)

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