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Disciplina absoluta

Produtor consegue média de 23,5 litros de leite por animal/dia. Animais são tratados no pasto e com Rações COMIGO

A atividade leiteira tem desafiado os pecuaristas a produzirem cada vez com maior eficiência. O foco para isso se concentra na redução dos custos de produção e no aumento da produtividade. É fundamental um equilíbrio entre manejo, nutrição, sanidade, genética e o bem-estar animal. O produtor Carlos Ironcelio José de Oliveira (e sua esposa Floripes Oliveira), proprietário da fazenda Santa Felicidade, no município de Guapó, de 114,42 hectares, é um exemplo de que é possível se atingir altas médias de produção com trabalho duro e disciplina absoluta.

A área dele é dividida em 20 hectares para as vacas em lactação, 11 para recria e pré-parto, 18 para vacas, novilhas, prenhes e vacas secas, 8,5 para produção de silagem, 45 para produção de gado de corte e o restante de reservas e áreas de preservação. 
Carlos conta que mantém um rebanho de 160 cabeças, sendo 63 em lactação da raça girolando 3/4 (indo para 7/8). Ele obtém uma produção diária de 1.486 litros, uma média diária de 23,58 litros por animal. Leite com índices médios de 3,8% gordura, 3,28% de proteína, 423 de CCS, 25,14 de BST e 2 de CBT. Uma excelente média considerando que parte desta dieta é feita no pasto. "Os resultados vieram através da disciplina absoluta", reforçou. 

Parceria

Questionado sobre qual seria o segredo para chegar a este resultado, Carlos citou como bases os cuidados com nutrição, sanidade, genética e bem-estar animal. Ele destacou ainda como fatores essenciais, a parceria e preferência pelas Rações COMIGO: a assistência técnica, a entrega e a qualidade dos produtos. “Para mim esses três fatores são fundamentais e fazem toda a diferença para que eu consiga obter bons resultados. Além disso, é importante que o pecuarista saiba engajar sua equipe, tratando todos com muito respeito e valorizando seu trabalho, mas não deve haver inversão de atividades. O proprietário administra, cria e inova. Os funcionários executam”, revelou.

Ele exibe com orgulho todas as anotações que mantém não apenas de seu rebanho, como também de todo o negócio rural. “Mantenho tudo sempre anotado e procuro tomar as decisões baseadas nesses dados. Também posso dizer que estou sempre buscando informação. Procuro estudar, me qualificar e aprender sempre mais. Só assim pode-se evoluir”, frisou ele.

Uma de suas preocupações é manejar bem o pasto, mantendo-o sempre bem adubado. “A cada 30 dias faço uma adubação (nitrogenada) com sulfato de amônia. Trabalho com piquetes rotacionados e a gente procura retirar o gado a cada cinco dias, quando a altura do capim está chegando perto de 20 centímetros. Trabalho com nove piquetes de tamanho maior que suportam o rebanho por este período”, revelou.

Divisão de lotes

Na hora de tirar o leite, Carlos faz uma divisão em três lotes. O primeiro, das vacas recém-paridas e vacas de alta lactação; o segundo, com animais com dias em lactação (DEL) mais alto e menos desempenho. O último lote é com as novilhas que já puderam desempenhar o seu potencial, consomem melhor matéria seca e socializam melhor. 

“A nutrição, na época das águas, os animais comem o pasto e uma dieta à base de: ração 22% mais caroço de algodão, casquinha de soja, ureia em cocho [de alvenaria], feita duas vezes ao dia após a ordenha”, explicou o pecuarista.
Já na seca, ele acrescenta ao cardápio a silagem de milho, que é produzida na própria fazenda. “Um outro segredo que ajuda muito é que eu nunca fico preso a uma ração só durante o ano. A gente procura, com o auxílio da assistência técnica da COMIGO, variar entre a Optmilk 22AE e a Cooperlac 24, de acordo com o desempenho dos animais. Em média, o primeiro lote consome 9 kg de ração e produz uma média de 28 litros. As novilhas comem cerca de 6 kg e produzem 22,66 litros”, ressaltou. 

Outro fator que Carlos destaca é o conforto do gado, durante a ordenha, e a agilidade no manejo durante a rotina diária. “A gente aqui trabalha como uma equipe. Sou parceiro de meus colaboradores. Eles entendem a importância do trabalho deles para o resultado final. O manejo dentro da ordenha tem que ser confortável. A gente, desde cedo, já vai amansando as novilhas. Para mim um dos principais gargalos da pecuária de leite é justamente o conforto. Aqui trabalhamos sempre sem bater nos animais, sem judiar, sem xingar. Procuramos conduzir as vacas devagar. Não corremos de jeito nenhum”, explicou o produtor e destacou: “Não há necessidade de grandes investimentos. Com criatividade, organização e vontade de fazer o certo superamos esse desafio".

Sanidade

Sobre os cuidados com a sanidade do rebanho, Carlos citou a importância de sempre tomar todas as medidas possíveis para se evitar o que for possível. “Aquilo que a gente não consegue evitar através de ações preventivas, procuramos agir no primeiro momento em que alguma doença começa a aparecer. Fazemos vacinas preventivas de doenças reprodutivas quatro vezes ao ano. Utilizamos ocitocina em algumas vacas e BST, conforme protocolo do fabricante. Para nós, cada vez que um animal morre, o prejuízo financeiro é bem menor que a frustração que a gente acaba tendo”, salientou. 

Além de todas essas técnicas Carlos Ironcelio utiliza rigorosos critérios para descarte que inclui: aborto, baixa produção, índice de CCS e mastite, no máximo quatro inseminações, temperamento, etc.
“Realizamos testes em laboratório de qualidade do leite (LQL) mensal, com a linha de ordenha, cultura do tanque e de mastite. A pesagem da recria é mensal acompanhada de vermifugacão, avaliação individual e ocular de traços de tristezinha e pneumonia. Animais com ganho de peso abaixo do normal são separados e monitorados. As bezerras são criadas no bezerreiro australiano e desmamadas ao atingirem 90 kg, por volta dos 75 dias”, explicou o pecuarista e prosseguiu dizendo que os lotes de recria são constituídos por peso, de forma homogênea, até emprenharem e suplementados com ração adequada à sua categoria. “O princípio da reprodução é 100% através de inseminação artificial, com cio natural e IATF, sêmen de touros da raça holandesa. Em casos extremos utilizamos monta natural”, finalizou. (Fonte: Samir Machado - Ascom COMIGO)

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